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Com confusão, Alesc vota reforma da previdência dos servidores de SC

Com confusão, Alesc vota reforma da previdência dos servidores de SC

Os deputados estaduais de Santa Catarina discutem em sessão ordinária na tarde desta quarta-feira (4) a proposta de reforma da previdência dos servidores do Estado. Houve tumulto em frente à Assembleia Legislativa (Alesc) durante protesto contra a proposta.

Sessão ordinária na Alesc na tarde desta quarta-feira (4) – discussão reforma da previdência — Foto: Tiago Ghizoni/NSC

A reforma é composta pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 5/2021 e pelo projeto de lei complementar (PLC) 10/2021.

Por volta das 16h, a PEC foi aprovada em primeira votação por 30 votos favoráveis e nove contra. Ela ainda precisa ser votada em segundo turno.

Até 17h, os deputados discutiam se votavam emendas do PLC em separado.

A sessão ordinária começou pouco depois das 14h. Foi feita a aprovação da ata anterior. Em seguida, como nenhum deputado se inscreveu para falar, a sessão foi suspensa e retomada às 15h.

Protesto e tumulto

Desde 10h, servidores protestavam em frente à Alesc. Por volta das 14h, houve tumulto. Parte dos manifestantes tentaram retirar as grades de proteção do local para tentar entrar na sede do legislativo e houve confronto com a Polícia Militar, que usou gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra o grupo de servidores.

Servidores protestam na Alesc contra reforma da previdência de SC — Foto: Tiago Ghizoni/NSC

Algumas pessoas passaram mal após respirarem o gás. Não há informações de pessoas detidas e feridas. Meia hora depois, o tumulto estava controlado.

Não foi permitida a entrada de mais pessoas no plenário por causa da pandemia da Covid-19, segundo explicou durante a sessão o presidente da Alesc, deputado Mauro de Nadal (MDB).

Já o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Estadual de Santa Catarina (Sintespe) afirma que a reforma é “vergonhosa” e que “vai inviabilizar a aposentadoria dos que já estão numa situação bastante complicada”, conforme o secretário-adjunto de Comunicação do Sintespe, Rodrigo Souza.

Segundo o governo estadual, cerca de 100mil catarinenses que devem ser impactados com as mudanças nas regras de aposentadorias e pensões.

O projeto é de origem da administração estadual. Após ser enviado à Alesc, no final de junho, os deputados propuseram 73 emendas. Desse total, 30 foram absorvidas. O projeto que será votado nesta quarta é o original do governo com essas 30 emendas.

Confira abaixo as principais mudanças do projeto da reforma da previdência:

  • Contribuição de 14%: hoje é cobrada de todos os que estão na ativa e também dos aposentados e pensionistas que ganham acima de R$ 6.433,00. Pela proposta, passará a ser cobrada dos inativos e pensionistas que ganham acima de um salário mínimo
  • Pensão por morte de servidor: pelas regras atuais, o beneficiário recebe o salário integral que o servidor recebia. Se for acima do teto, tem o acréscimo de 70% sobre o valor excedente. A proposta altera para 60% do salário do servidor, mais 10% por dependente
  • Idade mínima de aposentadoria: para homens sobe de 60 para 65 anos. Para mulheres, de 55 para 62. No caso da segurança pública, que pelas regras atuais não tem idade mínima, passaria a ser de 55 anos

Os militares ficam de fora da reforma por terem um regime próprio.

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